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Uma locomotiva tecnológica chamada China

A economia mundial passa por mudanças estruturais e um dos personagens centrais deste novo panorama, responsável pela alteração de perspectiva, é a Era da Transformação Digital, impulsionada pela atuação da China no cenário financeiro mundial.

Um país que antes era reconhecido como um reprodutor de tecnologia, hoje torna-se uma das referências do planeta no assunto, inclusive, ditando tendências, como afirma o especialista Felipe Zmoginki, fundador da Associação Brasileira de Inteligência Artificial (Abria) e da Inovasia e colunista do O Globo. Exemplo disso é a difusão das criptomoedas. O país toma a vanguarda desta tecnologia em âmbito mundial. Na segunda semana de abril de 2020, foi lançado internamente o Blockchain Service Network (BSN), que poderá ser usado mundialmente a partir de 25 do mesmo mês. Com ele, ficará mais fácil a criação de blockchain ao cidadão comum e as empresas.

A China também libera seu banco central para que credores comerciais realizem testes com moedas digitais. Os bancos estatais de lá já estão trabalhando com conversões entre dinheiro real e virtual para verificação de saldo, pagamento de contas e outras transações. Embora em fase de uso hipotético, para ver como o sistema funciona, eles avançam cada vez mais nesse sentido.

Esse é apenas um dos passos desta locomotiva tecnológica, que caminhou por meio de mudanças estruturais profundas no decorrer de sua história milenar. Acompanhe o artigo e entenda um pouco mais o que esse gigante pretende revolucionar e o que isso impacta ao restante do planeta.

Made in China, uma rede global

De certo, as próximas gerações não associarão os chineses como uma pátria que corre atrás das tecnologias, copiando aquilo que faz sucesso no Ocidente. Se hoje o país já se torna um influenciador em áreas como robótica, inteligência artificial e engenharia, continuando neste ritmo, no prazo aproximado de uma década, será a maior potência mundial, ultrapassando os Estados Unidos, mesmo no período pós-crise pandêmica de coronavírus.

O país, que investe fortemente em smart cities, com Inteligência Artificial (IA) de ponta em sensores conectados à internet na coleta de dados e gerenciamento de recursos públicos, mostra que sua evolução tecnológica abrange dentro de casa também, com testes práticos destas inovações impactando positivamente a vida de seus cidadãos, ao mesmo tempo que a exportam para o mundo.

Ainda focando em sair na frente em adaptação à Era Digital, um estudo, publicado em março de 2020 pela Universidade de Stanford, Estados Unidos, avaliou 80 empresas chinesas que adotaram home office para todas as funções de trabalho ao longo do mês de fevereiro. O resultado aponta alta de 15,2% na produtividade dos colaboradores. O que isso representa? Que a China não só descobriu que trabalhar remoto funciona, mas também entendeu o desafio como oportunidade, com lideranças flexíveis e gerenciamento inovador.

Atualmente, empresas com tecnologia para explorar o delivery autônomo receberam a tão aguardada autorização do governo chinês para colocar seus carros nas ruas. Jing Dong, Baidu, Alibaba e Meituan utilizam seus pequenos carros para entregar remédios, comida e outros itens à venda online nas maiores cidades do país. Redes de supermercados e lojas de roupas hoje têm seu time de vendas em live streaming de demonstração de produtos com a promessa de entregar seus produtos na casa dos consumidores, com segurança.

Para a economia, embora o país tenha sofrido retração de 6.8% no primeiro trimestre de 2020, as medidas adotadas por eles reafirmam a postura de reagir aos obstáculos, obtendo assim uma retomada muito mais rápida. Segundo Felipe Zmoginki, as inovações tecnológicas realizadas neste período continuarão a fortalecer a posição das empresas que apostaram na adição de soluções tech e criativas, em um momento de desafios da história chinesa.

Para voltar ao exemplo das criptomoedas que abre esse artigo, vale ressaltar que a China planeja pensar no lançamento de sua própria moeda digital em breve, com ou sem crise. Portanto, o futuro da economia mundial tende realmente a pegar carona nessa locomotiva oriental.


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